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Mostrando postagens de Dezembro, 2012

Aletheia RPG review

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Sempre gostei de RPGs na época atual ou pouco futurista que tratam de conspirações, investigações de fenômenos forteanos, multiplas dimensões, etc. Neste estilo existem vários jogos interessantes, entre eles o Alternity Dark Matter, Conspiracy X, Broken Rooms, Mage Ascention, Unknown Armies, Kuro, Heaven & Earth, entre outros. Recentemente trombei com este RPG chamado Aletheia que me surpreendeu.

Tendo lido e jogado muitos RPGs sou bem seletivo quanto ao material escrito e também quanto ao sistema de regras. Por exemplo em fantasia medieval gosto muito do Warhammer Fantasy e dificilmente vou experimentar algo que não seja muito bom, porque em warhammer acho perfeitos o cenário e o sistema, então não compensa perder tempo aprendendo outro sistema ou cenário que não seja no mínimo à altura, ainda mais em se tratando de fantasia medieval, pois os cenários costumam ser gigantes, e você acaba tendo que aprender juntamente com a a geografia e história do cenário, também raças, culturas…

Warhammer Fantasy 2a edição review parte 5

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INIMIGOS

A grande maioria dos inimigos em WFRP estão relacionados com o caos. Os mais comuns são mutantes, que são pessoas que se deformaram por contato com o caos, seja cultuando os deuses do caos, aproximando-se de warp stones, etc. Os mutantes são muito variados e existe uma tabela com as mutações mais comuns para personalizar as criaturas. Cada mutação confere algum tipo de bônus, como por exemplo chifres podem garantir um ataque natural, pelagem pode conferir armadura e pernas animalescas aumentam a taxa de movimentação.

No geral quando um humano sofre uma mutação, se ela pode ser ocultada com um manto por exemplo, ele pode continuar morando nas cidades trabalhando para os deuses do caos, sob o risco de ir para a fogueira se descoberto. Se a mutação não pode ser escondida ele deve fugir para as florestas, onde conviverá com beastmen, porém sempre nos ranks mais baixos.

Uma música natalina para vocês....

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E mais esta aqui que eu vi no mundo tentacular:

Feliz natal a todos!

Loremaster's Screen and Lake Town Sourcebook review

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Este é o mais novo suplemento para The One Ring RPG. O preço é bastante amigável (U$ 16,00 na Amazon) e é composto de um escudo muito bem feito e muito bonito com todas as tabelas úteis na parte interna e mais um livro de 30 páginas descrevendo Lake Town.


O livro é em página de revista, inclusive a capa e é bastante útil. Ele começa descrevendo a cidade com todos os distritos e exemplos de NPCs comuns como merchants, guards, elf sentinels e dwarf notables que habitam a cidade.

Depois disto há um capítulo mostrando várias coisas que se pode fazer na cidade e que basicamente são novos undertakings para a fase de felowship. Os PJs podem ir ao mercado, coletar hervas no pântano e receber título de burguês. Logo depois vem a descrição de um festival, o Dragontide, onde são realizados vários campeonatos sendo o mais importante o de arcos. Há um mapa de 2 páginas em perspectiva muito bem feito.

Concentration Camp 1: Cthulhu Rising marcado!

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O primeiro encontro de amigos para RPG e tabuleiro já está marcado. Serão 3 dias de jogos intensos! Cada participante escolherá um tabuleiro e serão várias sessões de RPG com foco em Call of Cthulhu!
Celulares desligados, mantimentos prontos, 3 dias de imersão, muita cerveja e dano de sanidade!

Alternity RPG review parte 3 (final)

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DANO E HEALTH

Uma das coisas que eu acho mais legais em alternity é o sistema de dano. O PJ tem 4 barras de dano: uma de dano leve que é igual à constituição, uma de dano moderado que é também igual à constituição, uma de dano fatal que é metade da constituição e outra de fadiga que é também metade da constituição.

Quando você sofre dano, o tipo da arma e a qualidade do sucesso determina a quantidade e o tipo de dano. Por exemplo um revólver pode ter o dano assim:

[1d6W / 1d6+2W / 1d4F]

Que significa que se você acertar o tiro com um sucesso comum vai rolar 1d6 e causar dano moderado (wounds), se você tiver um sucesso bom vai causar 1d6+2 de dano moderado e se tirar um sucesso extraordinário vai causar 1d4 de dano fatal.

O dano leve (stun) não causa penalidades e some no final do combate com algum repouso, porém se você encher a barra toda, você cai inconsciente. Além disso se a barra encher, cada 2 pontos de dano que passar causa 1 ponto de dano moderado.

Shadows of Esteren Tour GenCON 2012

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Acima um vídeo rápido do tour da equipe do Shadows of Esteren na Gen CON 2012, muito legal os desenhista criando ilustrações na hora, assinando as cópias do livro. Pena não estar lá!

Alternity RPG review parte 2

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SISTEMA DE JOGO

Como já mencionei o sistema usa 1d20 para resolver todas as jogadas, mas ao contrário do d20 system, ele não é jogado contra um número alvo. A própria ficha já determina quanto é um sucesso, como nos sistemas de porcentagens, e também os níveis de sucesso. As jogadas são anotadas no seguinte formato:

Awareness [perception]: 12/6/3

Que significa que a skill principal é awareness, a especialização é perception e se você tirar 20 é uma falha crítica, de 13 a 19 uma falha, de 7 a 12 um sucesso comum, de 4 a 6 um sucesso bom e de 1 a 3 um sucesso fantástico. Esse modelo é usado para quase tudo no jogo, como por exemplo no dano das armas que é baseado no grau de sucesso do ataque.

Os bônus e penalidades também usam um formato diferente. Ao invés de usar números fixos, são usados dados de penalidade que são medidos em uma escala que começa no zero:

Warhammer Fantasy 2a edição review parte 4

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SUBSISTEMA 2: MAGIA

A magia funciona de uma forma interessante em WFRP. Primeiro que toda magia se origina do caos, então sempre tem chance de dar algum problema. O povo em geral tem medo de magia e não é prudente sair exibindo poderes mágicos, sob o risco de acabar na fogueira.

Existem 3 classes que iniciam as carreiras de personagens que fazem magia, dois magos e um clérico. Detalhe que o clérico só vai ter acesso às suas primeiras magias na segunda classe, então vai passar umas boas 10 sessões de jogo sem magia antes disso.

Quando um personagem desenvolve poderes mágicos, ele pode comprar 1 ponto do atributo magic. Cada ponto de magic dá 1d10 para o PJ rolar ao tentar fazer uma magia. Todos os dados são somados e para que ela funcione, a jogada deve bater um número alvo que cada magia tem. Existem magias que tem dificuldade 6 por exemplo e existem magias com dificuldade 20 ou mais.

Se você utilizar um componente material você ganha de 1 a 3 pontus de bônus nesta jogada. Quando voc…

30 Dias de Noite

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Se tem um filme que eu gosto é o 30 dias de noite. Nem todo mundo sabe, mas ele é baseado em um quadrinho. Chegaram meus Omnibus. São duas brochuras bem grossas e pesadas com grande parte dos quadrinhos reunidos. Fiquei muito impressionado com o peso de cada volume e a qualidade do material.

30 dias de noite é um filme/comic que nunca foi explorado em RPG, pelo menos nunca teve material oficial, nem em forma de um sistema só para ele, nem como suplemento de outro jogo. Particularmente eu não gosto dos vampiros da White Wolf, nem do sistema storyteller.

Quando penso em um RPG para 30 dias de Noite me vem à cabeça os personagens como sobreviventes em um jogo como um apocalypse zumbi, ou um jogo de conspiração como Dark Matter ou Conspiracy X e na verdade existe mesmo um dos quadrinhos que o mistura com o X Files.

Contanto que não inventem um RPG do Crepusculo, já é uma grande coisa. Bram Stoker, Sheridan Le Fanu e tantos outros que escreveram histórias de vampiros DE VERDADE devem estar…

Alternity RPG review parte 1

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DOWNLOAD DO FASTPLAY
Alternity foi um RPG de ficção científica genérico, ou seja, pode ser jogado em qualquer tipo de cenário como cyberpunk, space opera, conspiração na época atual, pós apocalipse, viagem no tempo, etc, lançado em 1998 pela TSR nos moldes do D&D com 3 core rulebooks coloridos e de capa dura.

Para mim alternity foi um marco na história da TSR e é o pai do D20. Ele usa o mesmo padrão de 6 atributos que o D&D, mas deu um avanço gigantesco com coisas inéditas que seriam 2 anos depois adotadas pelo D20. Chama a atenção a unificação de todos os testes usando o D20, um sistema completo de skills, o uso de "feats que são ativadas em certos níveis de cada skill", vantagens e desvantagens e os pontos de atributos comprados com pontos.

O PERSONAGEM

O personagem possui os mesmos 6 atributos que no D&D, apenas o carisma foi trocado de nome por personality. Estes atributos são comprados com pontos, variam de 4 a 14 nos humanos e deles você deriva todo o resto…

Warhammer Fantasy 2a edição review parte 3

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SUB SISTEMA 1: COMBATE

O sistema de combate do WFRP é muito bom e muito funcional. Ele não depende de posicionamento tático, então pode ser jogado sem mapa, mas o livro vem com regras e exemplos de combate usando mapas quadriculados, o que é natural já que o RPG veio de um jogo de miniaturas.

O combate é também letal. Em duas ou 3 rodadas os PJs venceram ou estão todos mortos e ainda há chance de sofrerem lesões irreversíveis como amputações, perder um olho, etc. A maioria das opções táticas estão nas posturas de combate assumidas pelo personagem e também nas manobras de combate que são muito bem exploradas.

O combate funciona assim:

1- Você rola o dado o d% contra sua estatística de WS ou BS dependendo se o combate é meele ou ranged. Se for sucesso, à princípio você acerta. Não existe algo como uma CA contra a qual você rola o ataque. Podem existir alguns modificadores como por exemplo se você está lutando em desvantagem numérica. Esses bônus e penalidades são sempre em múltiplos de…

Horror in the Orient Express

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Na década de 90 a Chosium lançou um suplemento para Call of Cthulhu chamado Horror in the Orient Express que vinha em uma caixa com padrões inéditos para a época, cheia de props como passaportes, mapas, etc. Esta edição foi lendária e uma das melhores campanhas de todos os tempos lançadas para CoC senão para qualquer RPG. 
Pois bem, ela ficou esgotada por duas décadas, apesar desta luxuosa versão italiana:

Agora a Chaosium acabou de fundar o projeto da reedição pelo kickstarter, com lançamento de uma versão atualizada e comparável com a italiana a ser lançado provavelmente na GenCon de 2013. Um parêntesis qui: a chaosium apesar de ser a detentora dos direitos do CoC e de lançar livros muito bons, em termos de beleza dos produtos deixa muito à desejar em relação aos europeus.

Warhammer Fantasy 2a edição review parte 2

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SKILLS

As skills funcionam de um modo super interessante em WFRP. O jogo é baseado em um sistema de porcentagens, mas as skills não tem um valor próprio, por exemplo climb 30%. Em vez disto existe um lista de skills consideradas skills básicas, que todo personagem deve ter, por exemplo search, climb, etc. Existe outra lista com skills especializadas como disguise, dodge, etc. Toda skill é ligada à um atributo. Para as skills básicas, se seu PJ não tem esta skill, você testa ela com metade do valor do atributo e se você é treinado nela, você testa com o atributo inteiro. As skills especializadas funcionam da mesma forma, mas se o PJ não for treinado ele não pode fazer o teste.

Mais uma vez, você não pode escolher as skills livremente, apenas as skills que a classe te dá. Com a evolução do PJ para as próximas classes, pode ocorrer da classe permitir você comprar uma skill que você já tenha. Nesse caso a compra dela é opcional, mas se você comprar você ganha um bônus de 10% a mais do at…

O old school e o video game

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Esses dias estava pensando no assunto que eu publiquei neste post aqui sobre old school vs new school RPG e cheguei à uma analogia muito interessante. O RPG evoluiu mais ou menos como o video game. No começo os video games eram muito simples, com gráficos feios, musiquinhas simples e apenas 1 ou dois botões, mas haviam jogos que eram de um nível de dificuldades que não se vê hoje. Com a evolução dos consoles, os gráficos foram melhorando até chegar aos 1080p, o som perfeito, o controle com uma dúzia de botões, mas juntamente ocorreu um outro fenômeno. Os jogos têm save e você pode voltar do último checkpoint se você morrer, a dificuldade foi diminuindo gradativamente.

Com os RPGs ocorreu algo semelhante. Os livros foram ficando mais bonitos, com o interior colorido, as técnicas de impressão melhoraram absurdamente. Os livros agora têm capa dura, versões de luxo, etc. Os sistemas evoluíram para o odioso new school cheios de skills e feats e magias para resolver todos os enigmas e difi…

Warhammer Fantasy 2a edição review parte 1

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Neste post vou analisar a 2a ed. do Warhammer fantasy (WFRP daqui para frente), por um bom motivo. A 1a edição foi  muito boa, a 2a ed. foi perfeita, mas a 3a ed. fugiu totalmente do espírito do jogo.

WFRP para mim é o jogo de RPG de high fantasy perfeito. o cenário é muito bom, tem um suporte imenso de literatura e quadrinhos, além de jogo de computador, as mecânicas são simples e extremamente bem feitas, tudo se encaixa com perfeição. Devo compará-lo com o D&D durante este review por serem jogos com o mesmo tema. Vamos lá.

Tokens para usar em mapas

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Bom pessoal eu fiz esses tokens com imagens encontradas na internet, para usar em jogos de fantasia medieval e gostaria de compartilhar com vocês. Minha idéia é a seguinte: cada pessoa escolhe os tokens que vai usar e em que quantidade e em que tamanho, usa algum programinha para montar a seleção em uma folha adesiva para impressão e depois cola e recorta em outro material que pode ser EVA por exemplo, mas alguém pode surgir com idéias mais sofisticadas como acrílico, madeira, etc. É só baixar:


DOWNLOAD PACOTE DE TOKENS

The One Ring review 6a parte (final)

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Cegamos à última parte desta review do TOR, vamos ver o último subsistema e os detalhes finais.


SUBSISTEMA 5: FELLOWSHIP FASE

TOR usa outro conceito descritivo para resolver algumas questões que ocorrem no final de uma aventura, quando os PJs voltam para casa e podem resolver algumas coisas pessoais. É uma fase interessante onde o jogador pode gastar quantos XPs quiser para evoluir seu personagem, pode ainda evoluir algumas cultural virtues que tem estágios de evolução, mas deve escolher apenas 1 undertaking para fazer.

Undertakings são tarefas que os PJs podem fazer durante a fellowship fase que conferem benefícios impossíveis de conseguir de outra maneira. Os undertakings que são descritos no livro básico são: aumentar seu padrão econômico de vida, aumentar seu standing (nível social), curar shadow, encontrar um mentor, abrir um novo santuário para o grupo se refugiar e ganhar uma nova distinctive feature.

The One Ring review 5a parte

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SUBSISTEMA 3: ENCONTROS

TOR usa outro subsistema interessante para medir os encontros que os PJs têm com PDMs importantes. Primeiro o mestre determina o grau de tolerância para o encontro que é baseado ou no valour ou na wisdom do PJ e é modificado por outros fatores como a posição social, preconceitos que uma cultura pode ter em relação à outra, etc. Na prática o valor da tolerância é o número de testes que os jogadores podem falhar antes que o encontro acabe.

Ele é dividido em 2 partes. A apresentação que pode ser feita com diversas skills e depois a interação que também usa skills variadas. O mestre determina as dificuldades dos testes em segredo e os jogadores devem tentar interagir da melhor maneira possível. Por exemplo se eles forem conversar com um sábio, que valoriza a sabedoria, um teste de awe para impressiona-lo terá uma dificuldade maior que um de lore ou ridle para apresentar seus conhecimentos.

A era dos retroclones

Numa terra muito distante existia um RPG que era amado por todos. Chamava-se Dungeons & Dragons e tinha milhões de fãs pelo mundo. Aí veio a Wizards of the Coast e comprou a TSR, antiga editora do D&D em seguida reformulando o jogo na 3a edição no ano 2000. Com a 3a edição a WotC abriu o sistema D20 para qualquer pessoa escrever suplementos para sua novíssima versão do jogo mais amado de todos através do Open Gaming Lisence (OGL) e o D20 prometia se tornar o padrão de regras dos RPGs futuros.... Só que o tiro saiu pela culatra!

Passou o tempo e a 3a edição se mostrou cheia de inconsistências, personagens desbalançeados, etc e apenas 3 anos depois ajustes precisaram ser feitos. Sai a edição 3,5 em 2003 com algumas correções, mas sem alterar as regras em si. Em 2008 chega a 4a edição e a recepção não é das melhores. Em 2004 o D&D tinha cerca de 20 milhões de jogadores, caindo para 6 milhões em 2007 e continua despencando.

Um dos comentários que eu ouvi muito sobre a 4a ed. é…

Call of Cthulhu 7a edição - O que esperar?

A sétima edição de Call of Cthulhu está saindo e até agora algumas coisas já ficaram definidas e foram reveladas em conversas com os autores Mike Mason e Paul Fricker.

Você pode baixar o audio do seminário aqui 

Vou resumir algumas das mudanças que ficaram definidas:

- Os atributos (characteristics) não são mais valores numéricos tipo 11 ou 15, mas uma porcentagem como as skills.

- As skills foram revisadas e várias delas foram consolidadas. Por exemplo todas as skills de meele como punch, kick, headbutt e grapple foram unificadas em uma skill só que deve se chamar fighting. Do mesmo modo todas as skills de armas de fogo foram unificadas em firearms. Algumas skills estranhas como a fast talk foram removidas e outras foram criadas como charm e intimidate.

Edições especiais que detonam nosso bolso!

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É pessoal, acontece de vez em quando de uma editora lançar uma edição especial de algum RPG que gostamos, em série limitada, e absurdamente cara. E se você não comprar no p[ré order provavelmente vai ficar sem. Quero mostrar alguns dos Boxes mais legais que existem (ou existiam por aí).

1- Les Masks de Nyarlatthotep Edition Collector
É isso aí mesmo que você viu na imagem: 8 livros com mais de 600 páginas de aventura para Call of Cthulhu, um poster, mais de 80 handouts e 70 mapas, um fichário com fotos da época, uma caixa de fósforo de um bar da história, um ticket de cinema numerado, um livreto de 40 páginas com todas as pistas da história, tudo acomodado em uma bolsa de couro gravada com o elder sign! Precinho? 132,94 Euros. Com frete e imposto para o Brasil vai para quase 800 reais.

Call of Cthulhu review parte 2 (final)

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O SISTEMA DE REGRAS

Nao vou descrever detalhadamente as regras do CoC, mas vou mostrar uma visão geral delas.

Um dos muitos suplementos para CoC
PERSONAGENS

Os personagens sao humanos comuns que por algum motivo entraram em contato com coisas ocultas. Existem algumas profissões para os PJs escolherem como policial, antiquario, jornalista, fotógrafo, militar, etc e basicamente o que muda sao as skills iniciais que eles terao mais pontos para distribuir. Os atributos são rolados com dados, mas no Cthulhu Dark Ages tem um sistema muito bom de distribuição de pontos que eu uso para todas as versões de CoC.

DADOS

O sistema é baseado em porcentagem e é realmente muito simples. Existem algumas coisas meio bizarras como as rolagens de atributos multiplicados por um número de 2 a 5 dependendo da dificuldade ou a tabela de resistencia usada para testes opostos que muita gente não gosta. Aliás uma das cois do sistema que eu não gosto é que praticamente não existe relação entre atributo e skill. …

Call of Cthulhu review parte 1

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Os mythos de Cthulhu até uma década atrás eram algo meio desconhecido, um nicho entre os fãs de ficção, literatura fantástica e do próprio autor, H. P. Lovecraft. De repente o negócio explodiu. Houve uma enxurrada de filmes, jogos de computador e video game, tabuleiro, card games, RPGs, quadrinhos, etc. Hoje Lovecraft deixou de ser cult e passou a quase pop.

Hoje o RPG Call of Cthulhu, baseado na obra de horror de H. P. Lovecraft está em sua 6a edição. A primeira edição é de 1981. Existem vários outros sistemas hoje baseados em Lovecraft e que carregam o nome Cthulhu no título, como o Trail of Cthulhu, e apesar do COC ser um sistema antigo até hoje não encontrei um outro sistema que o substituísse de forma que me agradou. O que acontece é que o cenário do cthulhu, os contos escritos por lovecraft, são muito dark, e o sistema tem que refletir isso. Como vc vai ver o sistema do Call of Cthulhu RPG tem suas falhas, mas espelha com perfeição a atmosfera dos contos que originaram o jogo.

The One Ring review 4a parte

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Vamos abordar agora mais um subsistema do TOR que é a simulação das viagens.


SUBSISTEMA 2: TRAVEL

As viagens são uma parte muito importante nos livros do Tolkien. Tanto que os personagens dos livros passam grande parte das aventuras viajando e enfrentando perigos durante a viagem. Desta forma perderia todo o sentido se o sistema não abordasse esse aspecto da forma correta ou se os PJs pudessem burlar as viagens usando magias, etc.

Quando uma aventura começa, geralmente os PJs precisam se deslocar até um outro lugar. Para fazer isso TOR usa um sistema de regras bem interessantes. Primeiro os PJs precisam ter uma idéia geral de onde ir. Para isso eles usam o mapa de jogadores que não tem grid nem código. Eles precisam traçar um caminho, e geralmente é impossível viajar em linha reta devido aos acidentes geográficos. O mestre então vai abrir o seu mapa detalhado e verificar onde os jogadores vão viajar para determinar uma série de coisas:

A- A distância da jornada, modificada pelo tipo d…

Yggdrasill review parte 3 (final)

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Chegando ao final desta review sobre Iggdrasil vamos abordar o subsistema de magias que é bem interessante.

SUBSISTEMA 2: MAGIA

A magia em Iggdrasill está longe de ser a magia típica dos RPGs high fantasy. Não existem bolas de fogo, magias de voo, teletransporte, etc e na verdade pouquíssimas magias têm utilidade em combate, mesmo porque as magias podem demorar vários turnos para serem conjuradas. Existem 3 tipos de magia e quando você cria um personagem "mago" tem que optar por uma delas. Para ter acesso às magias, cada uma delas deve ser comprada com pontos de criação de PJ ou com XP, à um custo progressivo dependendo do level da magia. É bem carinho, por exemplo um PJ vai começar com algo entre 2 a 4 magias e vai demorar várias sessões de jogo para conseguir comprar uma nova.

Vamos aos tipos de magia:

SEIDR: é o típico feitiço. Existe uma fórmula para realizar um teste de Seidr que é basicamente um teste de INSTINCT + a skill SEIDR contra TN 14. Há uma penalidade de -3 p…

RPGs de Zumbi parte 3 (final)

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Chegamos à última parte dos RPGs de zumbis que eu conheci por aí. Vamos lá:

5- OUTBREAK: UNDEAD


O:U é um livro massivo, com 450 páginas em capa dura e interior branco e preto, editado pela Hunter Books e escrito por Cristopher dela Rosa, lançado em 2010. Todo o livro é escrito como se fosse o diário de um sobrevivente após o apocalipse zumbi, cheio de papeis colados com anotações, fotos de polaróide, etc. O efeito geral é muito legal, mas houve muita reclamação no lançamento devido à fonte usada que imita escrita à mão e à formatação que segue o formato de diário sem diferenciação de sessões dentro dos capítulos tornando quase impossível encontrar alguma coisa específica, sempre necessária em um livro de RPG. No site ocicial tem muito material grátis o que é muito importante.

Uma coisa bem legal é que além de criar personagens sobreviventes, você pode criar um PJ baseado em você usando um questionário de 40 perguntas no site oficial. O sistema é baseado em procentagem e o PJ tem 4 atr…

RPGs de Zumbis parte 2

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Continuando com nossa análise dos RPGs de zumbi, vamos direto ao próximo:

3- DEAD REIGN


Publicado pela Plladium Books em 2008, originalmente ele era um cenário alternativo para outro RPG chamado Beyond the Supernatural, usando o sistema da empresa chamado Megaversal. O cenário é o típico com a sociedade colapsando após o início da infecção e a causa de tudo permanecendo desconhecida. Os zumbis são duas vezes mais fortes que os humanos, além de possuirem uma excelente audição e enxergam a energia vital das pessoas! Eles são muito resistentes, só são realmente destruídos se você explodir a cabeça e quando avistam um humano, soltam um gemido que atrai todos os mortos vivos num raio de 300 m.

O livro traz 7 tipos diferentes de zumbis: Sloucher (zumbi normal), Crawler (rastejantes que saem de tudo quanto buraco), Fast (correm rápido e fazem muito barulho), Flesh Eating (são mais inteligentes e usam táticas de caçada), Thinker (são inteligentes, armam emboscadas, detectam armadilhas, seguem…

Yggdrasil review parte 2

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Continuando o review do yggdrasil, quero agora falar do sistema de jogo e do sub sistema de combate.

Acima a imagem do escudo do mestre, só em francês por enquanto.

SISTEMA

O sistema é uma variação muito inteligente do roll and keep usado por exemplo no Legend of the Five Rings. Funciona assim: você rola um número de d10s igual ao atributo em questão e escolhe os dois maiores resultados (desde que você jogue 2 ou mais dados, caso contrário segura apenas 1 dado mesmo) e soma os dois. Se algum dado sair 10, ele estoura, ou seja, você rola ele de novo e soma. Neste resultado total você adiciona o seu nível na skill que está sendo testada. Por exemplo, digamos que você está de vigia e vai fazer um teste de vigilance + perception para ver um inimigo se aproximando. Você tem 5 pontos de vigilance e 3 de percetion. Neste caso você rola 3d10, escolhe os dois maiores e soma tudo com os 5 pontos de vigilance. Digamos que saiu assim: 2, 4, 8. O resultado seria 4 + 8 + 5 = 17.

Você pode ainda ga…

RPGs de Zumbis parte 1

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Se tem um tema que todo mundo parece gostar é o apocalipse zumbi. Comprova-se isto pela quantidade de filmes (Madrugada dos Mortos, World War Z, Noite dos Mortos Vivos, etc), Séries (Walking Dead), Animes (High School of Dead), Quadrinhos (Zombies of Mass Destruction, Rotten, etc), Literatura (Herbert West, Reanimator, etc), Jogos de Computador e Video Game (Resident Evil, Left 4 Dead, etc), Boardgames (Zombies!, Last Night on Earth, etc) e com o RPG não podia ser diferente.

Para este post resolvi fazer um apanhado nos RPGs mais interessantes de zumbi que eu conheço, mas já vou adiantando que até hoje não encontrei um sistema que eu gostasse. Já experimentei vários, nenhum durou mais que 2 sessão na mesa. Ultimamente tenho usado o Alternity para mestrar apocalipse zumbi e survival horror, por falta de outra opção e porque o Alternity é um sistema muito sólido para mestrar qualquer jogo de ficção. Vamos lá:

1- ALL FLASH MUST BE EATEN


Este é bem conhecido, ganhou múltiplos prêmios Orig…

Abismo infinito review

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Fiquei bastante curioso com o RPG nacional de ficção científica Abismo Infinito escrito, desenhado, diagramado, etc por John Bogéa e editado pela retropunk e resolvi ler o quickstart ao qual estou resenhando.

O visual grafico do livro é muito bom, atingindo o nível de alguns livros importados, em capa dura e em formato quadrado (21 x 21 cm). No site da editora você pode baixar grátis as músicas, uma HQ, o quickstart e uma aventura inicial, o que é um bom material de apoio. O livro básico está à venda por 63,00 reais no site da retropunk.

CENÁRIO

Trata-se de um RPG de horror espacial que mistura varios conceitos conhecidos e tem forte influência de H. P. Lovecraft. A história é cheia de clichês idéias já bastante utilizadas em filmes, livros e HQs como a velha história esquerdista e apocaliptica de que o planeta está morrendo, de que não cuidamos direito do nosso lar e agora precisamos enviar missões para encontrar novos planetas habitáveis, ou o motor de dobra espacial, a animação su…

Mesas de jogo

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Encontrei algumas mesas de jogos (RPG, Boardgame e Wargames), muito bem desenhadas e gostaria de compartilhar com vocês. O legal é que elas podem ser fechadas ou colocado um tampo em cima e volta a ser uma mesa comum.

Muitas novidades...Pouco tempo e mesas digitais

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O mercado para quem joga RPG está muito bom. Novidades não param de chegar para todos os gostos (pelo menos isso no exterior), mas aqui no Brasil temos alguma coisa legal. Trata-se do Abismo Infinito trazido pela Retropunk. Pretendo dar uma olhada e postar alguma coisa, mas de saída já posso dizer que o acabamento do livro é bem feito e o formato é estranho: 21 x 21 cm. Com certeza não ficar legal na estante do lado dos outros livros de formato tradicional.

O maior problema meu no momento é tempo e gente para jogar. Se eu tivesse apenas o RPG como hobbie até ficava fácil, mas tem os boardgames, o mahjong, os animes, filmes, quadrinhos, livros (não de RPG), o estudo de novas línguas, e por aí vai.

Além disso estou (re)iniciando um projetinho meu que é a construção de uma mesa digital para RPG que eu pretendo ir postando as etapas do processo. Apenas para ilustrar os desafios necessários e o que eu já reuni de informações na net veja o seguinte:

1- As pessoas que estão montando mesas di…

Yggdrasill review parte 1

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Mais um RPG novinho, saído do forno (2012) é o Yggdrasil RPG, onde os personagens são vikings e outros membros da cultura nórdica. O livro é em capa dura, muito bonito com ilustrações em tons de marrom. Este RPG foi também lançado primeiro em francês pela Cubicle 7 e agora traduzido para o inglês. Tem 220 páginas e custa U$ 35,99  na Amazon.

CENÁRIO

A primeira coisa interessante que Yggdrasil faz é desmistificar os vikings como sendo bárbaros. Na verdade eles tinham cidades organizadas, uma religião politeísta, nobres, literatura, etc. Inclusive o livro é recheado de passagens de poemas nórdicos como o Volüspa e várias Sagas.

The One Ring review 3a parte

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Conforme anunciado no post anterior vamos falar do sistema de combate que é o primeiro subsistema noi TOR. O combate funciona de forma descritiva e bem rápida. em poucos minutos um combate deve ser resolvido, porque não interessa quantos metros um PJ está do outro e dos seus inimigos, não interessa se eles estão diametralmente opostos flanqueando os oponentes, etc. Nem mesmo iniciativa é necessário rolar.

Funciona assim: no começo do combate é realizado uma checagem para ver se existe alguma situação de surpresa o que pode modificar um pouco as coisas, mas supondo que os PJs não estão surpresos e estejam sendo atacados, eles detém a iniciativa (a defesa sempre tem a iniciativa a menos que esteja surpresa). Antes do combate corpo à corpo, existe 1 ou mais rodadas de ataque à distância onde os dois lados podem atirar de arco, jogar lanças, etc, dependendo da distância que os oponentes estão. Depois disso os jogadores fazem um teste de Battle para encontrar alguma vantagem tática no ter…

The One Ring review 2a parte

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Continuando a review do TOR vou falar agora do sistema de regras e do sistema de skills.

A regras são extremamente simples e funcionais. TOR usa um sistema de regras totalmente descritivo, o que eu acho muito interessante. É mais ou menos o oposto dos sistemas táticos como o D&D, onde vc precisa saber onde está cada personagem, se o terreno onde está pisando é um terreno difícil, é necessário usar mapas quadriculados para poder calcular flancking e line of sight, etc.
Nos sistemas descritivos nada disso é necessário, sem abrir mão da estratégia e o jogo é infinitamente mais fluido e ágil.

Outra coisa muito legal no TOR que é outra característica dos sistemas descritivos, é que ele possui vários subsistemas. Um RPG possui em média 1 ou 2 subsistemassendo um deles o de combate. O D&D por exemplo possui apenas este, porque a magia não chega a ser um sistema, pois funciona tudo automático e o dano é linear, baseado apenas na perda e ganho de HPs. O Call of Cthulhu, como outro exem…